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domingo, 5 de outubro de 2008

O ultimo filme de Dercy ...

" Bom todo mundo sabe que Dercy ja bateu as bótas alguns meses ,mas antes de partir ela fez uma ultima aparição nas télonas...no Filme "Nossas Vidas Não Cabe Num Opala"..

Spinose e Curiosidades....


O longa “Nossa vida não cabe num opala” foi baseado na peça teatral “Nossa vida não vale um Chevrolet”, escrita por Mário Bortolotto. A adaptação dos palcos para a telona foi assinada por Di Moretti. O longa recebeu um outro nome por causa da marca de carros que aparece no título original. Para evitar um processo por parte da General Motors, o diretor Reinaldo Pinheiro decidiu modificar o nome do filme.Como Opala é um produto (não uma marca) e o automóvel está fora de linha, o novo título foi adotado. O motivo para que Chevrolet não fosse mantido é por causa da temática do filme: a desgraça de uma família após a perda de um parente. O filme é um drama verdadeiro e pesado. Transmite uma angústia, e é natural que a Volks não quer seu carro seja associado ao sentimento.

Depois de uma introdução feita em desenho animado, o filme começa com a rápida cena de um velório. O pai de uma família de classe média baixa morreu e o fato faz com que quatro irmãos percam o chão e a estrutura de suas vidas. O quarteto que fica órfão é formado por Monk (Leonardo Medeiros, de "A vida do lado" e "Não por acaso"), Lupa (Milhen Cortaz, de "Tropa de elite", "Meu mundo em perigo"), Magali ( Maria Manoella, de "Crime delicado") e Slide (interpretado por Gabriel Pinheiro, que atuou na peça original com o mesmo personagem). Eles ficam ainda mais peridos em relação ao futuro por causa da perda do pai.

A falta de expectativas fica clara logo no princípio. Morando em uma casa caindo aos pedaços, os quatro tentam juntar dinheiro para quitar as dívidas que o pai deixou. Monk, que lutava boxe nas ruas agora segue a profissão ilegal que o pai lhe ensinou e começa a roubar carros. Lupa segue o mesmo esquema, enquanto o caçula Slide quer entrar para o negócio da família. A única que tem uma profissão politicamente correta é Magali, frágil jovem que toca música em uma churrascaria decadente. Sofrendo assédios por parte dos clientes, ela tem a esperança que as coisas irão melhorar.

Alternando entre cenas mais leves e engraçadas com um drama denso, o longa-metragem termina com um gosto azedo. Um bom elenco participa da produção: Jonas Bloch, Maria Luisa Mendonça (premiada pela atuação), além de ótimas participações de Marília Pêra e Dercy Gonçalves, que está hilária. Se o longa é pessimista ou realista depende de quem for julgar, mas o Reinaldo Pinheiro conseguiu fazer uma obra que incomoda quem assiste. O filme é marcante, as vezes chega a quase chocar. e não é fácil de ser esquecido. Nas palavras do próprio diretor, "o destino é um beco sem saída".


" Rsrsr Não vejo a hora desse grande filme Nacional ,sai em Dvd pra da uma olhadinha...rsr.. to curioso pra assistir...rsr...vamos aguadar..rsr.."

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